1 dezembro, 2014

Desapegar…dá?

mica_rocha

Ahh..esse tal do desapego? Todo mundo fala, todo mundo tenta mas quem disse que é fácil?

Quando você está passando da fase fossa, ficando bem, até conhecendo alguém novo: BOOOM! Chega a notícia que o ex tá com outra, que o cara ta indo morar fora, que ta feliz e: BOOOM, de novo, bate aquela deprezinha. Sabe o que é isso? O tal do apego.

É minha amiga ou amigo, desapegar é tenso. Difícil. Chato. Aff, parece impossível.

A boa notícia é que dá para desapegar, mas tem que querer.

Eu ficava p*** da vida quando falavam isso pra mim sobre o cigarro:

– Tem que querer, se você não quiser, não vai parar. – Juuura??? Obrigada pela dica, tô amandoooo me matar aqui fumando e deixando meus pulmões pretinhos. Talvez essa seja a sensação que você teve ao ler algumas linhas para cima hehe, mas calma! Não quero ser mala.

O apego vem de algo muito bom ou muito ruim que passamos, certo? Certo. O apego é a memória de tudo aquilo que aconteceu e que faz você buscar todos os dias uma resposta para a pergunta que não cala: por quê eu não tenho mais isso? Por quê acabou? Mesmo que essa memória seja de um relacionamento conturbado e ruim. Sim, nossa cabeça adooooora esses momentos trágicos e dramáticos.

Antes de ir para o quarto terminar de chorar o que falta na cantareira, por quê não pensar de outra forma?

Você reproduz tudo na sua cabeça como era? Tipo, idêntico? Sem nenhum tom hollywoodiano a mais? Nenhuma trilha sonora da Adele no repeat meio forçada?

O primeiro passo de desapegar é fazer esse exercício. Tente pensar sozinha/o, vá para o seu quarto e comece: essa pessoa que te rejeitou é tão legal assim? Pense que essa pessoa (tão bacana), resolveu seguir a vida dela sozinha, sem você. Pense que a sua cabeça romântica aumentou uns bons refrões nessa história e que eles não faziam parte do momento real.

Será que essa pessoa (tão legaaaal) foi tão legal assim? Será que vale viver momentos incríveis com alguém que te deixa sozinho, sofrendo, mal, chorando depois? Será que tudo isso é mesmo forte? Mais forte que você? Não, não é. Você é mais forte do que qualquer apego, sabe por que? Por que você está aí aguentando a dor de cotovelo, as lágrimas pela madrugada, as redes sociais (afff, elas podiam explodir nesses momentos, rs), o meu texto que pode estar chato e continua vivo ou viva.

Tá vendo como você aguenta bastante coisa? Esse apego não pode dominar a vida, te tomar tanto o tempo e te fazer acreditar (pense numa palavra que tem força nessas horas) que aquilo foi a melhor coisa que te aconteceu.

Vou te contar uma novidade: a melhor coisa que você tem e terá pra sempre, é você mesma/o. Parece bobo, mas não é. Se fortaleça, você consegue ultrapassar esse apego, você não nasceu com ele e não é com apego nenhum que vai morrer.

Você pode domar a sua cabeça, pode ser dona ou dono da sua vida, você PODE. Eu achava que o cigarro era o meu maior companheiro, que não viveria sem ele e sabe o que aconteceu quando eu fiz um único flashback? Odiei. Achei uma coisa horrorosa e pensei: eu valho tão mais que isso (tipo L’oreal).

Pois é..eu valho, tu valhes mas ele não valhe.

Vai por mim, se apegue a você e depois, quando estiver curado/a, se apegue a outro/a…

E, ó! Qualquer coisa, grita!!!

 

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