11 novembro, 2015

Mais união e menos julgamento: por que mamães se julgam tanto?

Eu achei que depois de passar por toda a fase da gravidez, pós parto e amamentação eu havia escapado das mães e dos pais que julgam absolutamente tudo.

  • Você teve parto normal? (se for cesárea o pessoal faz aquela cara de tristeza)
  • Você tomou anestesia?
  • Seu parto foi humanizado?
  • Você foi induzida?
  • Seu bebê ficou no berçário?
  • Você amamenta? (não ouse falar que não!)
  • Você amamenta por livre demanda?
  • Seu bebê dorme com você?
  • Você dá mamadeira?
  • Você coloca seu bebê no sling?
  • Você dá fórmula?
  • Você dá chupeta?
  • Você leva no homeopata?
  • Você deixa chorar a noite?
  • Você dá muito colo?
  • Você dá somente comidas orgânicas?
  • Zzzzzzzzzzzz……….dormi.

Bom, depois de todas essas perguntas, opiniões, gente que me falava “cada mãe faz o que quer” mas no fundo estavam sempre julgando, eu achei que o pior já havia passado. Agora meu filhote tem 16 meses. Ele é uma energia só em pessoa! Decidimos que ele vai a escolhinha 3 vezes por semana e os outros 2 dias está comigo em casa. Ele anda, corre e fala (linguagem ainda desconhecida) pelos cotovelos. Mas agora os julgamentos viraram outros: Basicamente como disciplinar seu filho.

Eu moro em Nova York e levo o Jack a playgrounds e parques quase todos os dias. Eu levo ele a aulas de música e outras aulinhas de desenolvimento sensorial etc. Então quando ele não está na escolhinha ele ainda tem interação com outras crianças e eu consigo observar. Eu só falo em português com ele então mesmo quando estamos com outros pais em lugares públicos eu uso as palavras: “carinho” para ele ser gentil com os outros e quando estamos perto de ir embora do parque eu falo para ele dar “tchau” para os brinquedos. O que eu notei agora são os pais que começam uma disputa por quem sabe disciplinar melhor seu filho.

  • Você fala “não”?
  • Você dá “time out” de alguns minutos para ele se acalmar?
  • Você deixa dar chilique e ignora?
  • Você tenta conversar com seu filho de 1 ano e meio e explicar que o que ele faz está errado?
  • Você redireciona ao invés de simplesmente dizer não?
  • Você dá tapinha?
  • Você eleva a voz?
  • Você abraça e beija quando o negócio pega?
  • Você tem pensamentos intensos como: meu deus me tira daqui agora!

Todas essas novas perguntas começam um novo ciclo de competição de pais. Eu acho que esse ciclo não acaba. O que a gente esquece é que cada criança é uma só e que cada pai e cada mãe também são únicos e cada família tem seu contexto. Bom senso, eu acredito, é universal.

Outro dia estava trocando a fralda do Jack e arrumando ele para a escolinha. Ele começou a chorar. Era um choro alto, as perninhas chutando os lenços umidecidos, creme para assaduras…jogou a chupeta no chão. Colocamos ele no carrinho e ele continou o escândalo. Meu ouvido já estava fazendo barulho. Eu e meu marido olhamos um para o outro e simplesmente demos um sorriso e continuamos a prepará-lo para sair. Quando abrimos a porta de casa amigos de vizinhos que estavam visitando nos deram uma olhada assim como se dissessem: o que vocês estavam fazendo com essa criança e que criança descontrolada. Me deu aquela raiva. O contexto era: o Jack estava gripado, tosse a noite, não dormiu direito, acordou cansado, não conseguiu comer muito. Alguém sabia disso? Não. Alguém pensou que podia ser isso? Não. O julgamento parece ser a reação imediata no mundo de pais e filhos.

Antes de julgarmos e pensarmos: “Nossa! Essa mãe não tem controle algum sob essa criança” ou “se fosse meu filho eu…” ou “quando meus filhos eram pequenos eu não lembro de eles fazerem isso”, pensem.

A chave da última expressão está na palavra “lembro”. Nossa memória é seletiva e existe 100% de chance de que seu filho já fez ou vai fazer um escândalo em casa ou em lugar público. Vai acontecer. Então, menos julgamento e mais união para todos nós pais e mães.

#ficadica

 

beijos,
Gabi

  • Regiane Santos

    Oi Gabi, adorei o texto. Acabei de postar algo parecido no instagram. Essa competição entre as mães, esses julgamentos, eu acho que é tão desleal. Cada mãe, cada pai, faz o que acha melhor para o seu filho. Acho saudável esta troca de experiencia entre mães, mas acho totalmente desnecessária esta competição maternal.

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